Possuía tanto amor que começou a distribuí-lo:deus aos pássaros, aos objetos e aos homens; principalmente aos homens. Recém-casados , o jovem companheiro não sabia como agir, esbravejava, implorou, abandonava a residência e até lhe bateu. Dedos estrelados na face pálida, a dor pela ilusão do pronome possessivo.
Apesar do escândalo, continuaram juntos por anos,ela generosa distribuindo e ele se apoiando na felicidade conjugal. Afinal,a esposa o amara primeiro e mais do que aos outros. Era preciso compartilhar quando havia em tão grande quantidade, uma fonte tão inesgotável que até podia fazer mal. E se a coitadinha morresse? Como um defensor de sua fé e reforçado por tais argumentos, o homem tomou para si os cuidados do lar. Continuar bela era necessário e o seu orgulho aliado ao amor dominava sua mente em todas as despedidas. Era tão bela em seu amor generoso, que felicidade a do sortudo marido!
O que ambos não perceberam foi o vento da mudança que lhes cercava. A mulher manteve a cabeça dispersa e os membros em núpcias, já ele passou da adaptação para a compreensão. Vislumbrou a culpa, sua. Se não possuísse o mesmo aspecto sempre, ela lhe daria além do direito, os excessos.
Assim, certo dia ele mudou a face, no outro a estrutura e depois até a espécie para ganhar tais carinhos. Mal negócio? Que nada, há tanto amor que as mudanças perduram até hoje.
O que três xícaras de café não fazem! meu primeiro "conto" completo, alegria quase infantil! rsrsrsrs